quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Álgebra do companheirismo


 
Quantas vezes queremos uma companhia quando estamos só? A solidão machuca, maltrata, incomoda, assusta. Ninguém gosta de viver ou estar só. Por mais introspectiva que seja uma pessoa, ela sempre vai precisar entrar em sintonia com uma outra, através da comunicação verbal ou gestual, da arte, do contato físico, do olhar.
O “ponto X” da questão é que por mais que todo ser humano queira ter uma companhia, muitas das vezes ele não sabe ser companheiro. Esquecem que companhia é diferente de companheirismo. E já que estou algebrizando, o cálculo é bastante fácil, se entendermos que companhia está diretamente proporcional ao companheirismo, resultando numa regrinha de três simples.
Assim sendo, a multiplicação entre companhia e amigos será igual à multiplicação entre companheirismo e pessoas.
Meu objetivo aqui não é complicar as coisas, mas é simplesmente comprovar cientificamente que as pessoas só terão companhias eficazes quando realmente puderem saber como serem companheiras. E companheirismo não se mede, apenas se nota. É representado através de uma ação, um ato, que pode ser feito diariamente, em qualquer hora, em qualquer lugar. Significa apenas depositar no outro o amor que você tem a si mesmo(a). Significa compartilhar sensações e sentimentos. Significa respeitar o limite e modo de vida do próximo. Significa ouvir e ser ouvido. Simplesmente, entrar num processo de empatia e exalar amor às pessoas: conhecidas, íntimas ou não.
Como já mencionei, o companheirismo não pode ser medido, mas sua soma é notória na vida dos que o praticam. Um sorriso de alegria, um gesto de amor, um olhar de compaixão, um ato de carinho, uma palavra de incentivo, são algumas ações que podem mudar o mundo. Talvez demore até que o mundo (planeta) seja integralmente modificado. Mas dentro do micromundo de nossa existência, cada melhoria faz uma boa e grande diferença.
Seja feliz fazendo seu próximo feliz. Seu companheirismo garantirá uma vida repleta de boas companhias e fortes emoções. Companhias absolutamente companheiras. Até porque “mais vale ter um amigo companheiro na praça, do que dinheiro no caixa”.